O Governo Federal finalmente reconheceu a necessidade de investimentos em infraestrutura, já iniciou processo de licitação para obras em 10 terminais, destes sete em São Paulo (Santos) e três no Pará (Belém, Santarém e Vila do Conde). Ampliou o trecho da ferrovia Norte Sul a ser licitado que agora ligará Açailândia no Maranhão ao porto de Vila do Conde no Pará. Segundo o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo a dimensão dos pacotes de logística são: R$ 133 bilhões de investimentos em rodovías e ferrovías e R$ 54,2 bilhões em portos.
Representantes do Governo Federal estão fazendo visitas ao exterior com o objetivo de atrair investimentos para os projetos de infraestrutura anunciados. O país precisa se adequar a demanda global, tornar-se mais competitivo, o tempo de espera hoje nos portos é muito grande comparado a outros países.
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| Porto de Vila do Conde (PA) |
Em termos de escoamento da produção, o modal rodoviário não suporta a demanda e existe vocação e possibilidade para investimentos em outros modais como o aquaviário e o ferroviário.
Acompanhei reportagem do Jornal Nacional (Rede Globo) do dia 25 de fevereiro de 2013 que mostrou o descaso com uma obra que custou 1,6 bilhões e foi apontada no governo Lula (PT) como fundamental para o escoamento da produção via hidrovía: as Eclusas de Tucuruí. De fato importante, porém estava sendo inviabilizado pelo impasse em torno de outra obra a derrocagem da hidrovia do Tocantins no pedral de São Lorenço trecho que permitirá melhoria da navegabilidade, diminuindo o custo de transporte de carga.
O gargalo foi tocado em reunião de trabalho que conceberá o Pólo Industrial Naval do Pará, iniciativa que aproveitará o potencial logístico existente na região, e promoverá uma quebra de paradigma na Amazônia, a região sempre foi vista a margem da logística nacional.
Estiveram presentes na Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM) grandes especialistas do setor naval e com suas expertises iniciaram um modelo de atuação tripartite: Governo do Estado, Empresas do Setor Naval e Universidade Federal do Pará.
Todos esses investimentos em conjunto viabilizarão outros como o Pólo Metal Mecânico de Marabá e também permitirão o escoamento da produção de grãos do Centro Oeste através do porto de Santarém; levarão ao aumento das operações do porto de Belém e da capacidade de Vila do Conde que fará parte do escoamento da Ferrovia Norte Sul.
O Pará poderá se tornar em termos logísticos, estratégico para produção da Amazônia e do Centro Oeste; atrair cada vez mais investimentos que gerarão emprego e renda, promovendo assim o desenvolvimento do Estado e da região Amazônica.

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