Translate

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Meio Ambiente e o risco da ingerência para o Brasil

           Acompanhei a reportagem no dia 21 de abril de 2011, do Jornal Nacional (Rede Globo), que mostrou o risco do grande número de hidrelétricas construídas nos rios do Pantanal, um bioma que quase se confunde com o amazônico, já foi constatado mudanças nos níveis das águas o que, conseqüentemente, vêm acarretando alterações na biodiversidade da região. Essas alterações são conhecidas no Brasil e no exterior e apresentam um perigo não só para o meio ambiente, mas creio, também geopolítico para o Brasil. Algumas organizações internacionais já se manifestaram em relação ao modelo de desenvolvimento adotado pelo país, a Organização dos Estados Americanos (OEA), por exemplo, solicitou ao Brasil que parasse os procedimentos de construção da hidrelétrica de Belo Monte no Estado do Pará.
          Intervenções como esta ameaçam a soberania do Brasil e podem levar a ingerência no país, especialistas em Relações Internacionais apontam que a ingerência passou a ser uma doutrina e isso foi confirmado pelo General Heleno – ex-comandante do Exército na Amazônia – no programa Canal Livre da TV Bandeirantes em 15 de maio de 2011. Na ocasião o General apontou as condições precárias do Exército Brasileiro na fronteira e a necessidade de uma valorização das forças armadas no contexto de maior importância do país no cenário internacional. 
          Acredito que para o Brasil, ações estratégicas como a reativação da quarta frota dos Estados Unidos devem ser levadas em consideração, principalmente porque a região Amazônica atualmente desperta interesses do mundo, é a última grande fronteira de recursos e é considerada estratégica internacionalmente, sendo fundamental ao Brasil se tornar cada vez mais conhecedor das potencialidades da floresta e de sua viabilidade em pé do que derrubada.

sábado, 26 de novembro de 2011

As potências e o "apetite" por recursos naturais

          O controle de recursos naturais é estratégico para os países desenvolvidos, ao longo do tempo com a contínua exploração em seus territórios, os recursos que possuíam terminaram e seu desempenho passou a depende das fontes energéticas que se localizam em países periféricos, essa necessidade passou a ter um forte componente geopolítico, essa dependência foi mais bem revelada recentemente pelo site Wikileaks, esse aponta que segundo documentos secretos da diplomacia dos Estados Unidos existem pontos estratégicos para a economia e a segurança do país, a lista vai desde cabos submarinos até jazidas de Nióbio e manganês no Brasil.
          Essa preocupação com o Nióbio é explicada pelo fato do Brasil ser o maior produtor, ter 88% das reservas mundiais, uma vez que as reservas americanas são de baixa qualidade, alta complexidade geológica e economicamente inviável, o mineral é componente essencial para construção de motores de mísseis e de caças de alto desempenho além de utilização em outros campos, porém, a grande meta é a utilização para desenvolvimento de supercondutores o que traria possibilidade de novos componentes eletrônicos para computadores de alto desempenho a sistemas de levitação para trens de alta velocidade; o manganês por sua vez é o minério que compõe quase tudo, tem o Brasil como segundo maior produtor, sem ele o aço é um metal frágil, e o alumínio só serviria para produzir panelas.
          Recentemente um grupo asiático, fez aquisição de 15% de participação na produtora mineira de nióbio, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), um claro indicativo do interesse que algumas nações têm em matérias-primas estratégicas.
          O Deputado Federal Enéias Carneiro (PRONA) denunciou em 2006 em um programa de TV, poucos anos antes de falecer, o “assalto” que está ocorrendo com o Nióbio do Brasil, em um esquema pouco divulgado pelos meios de comunicação e que conta com a conivência do governo, o deputado sintetizou sua preocupação com a situação dizendo o seguinte: “é o poder mundial apoderando-se das riquezas dos países ditos em desenvolvimento”.   
          A visita ao Brasil, do Presidente Barack Obama em 2011, mostra que Washington está  interessado em recursos energéticos, tanto os considerados mais tradicionais como o petróleo do pré-sal, quanto os mais recentes “verdes” como o etanol.